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2 de fev. de 2011

Pegue todas as certezas que você tem e fuja com elas, fuja para longe, para que ninguém te encontre e não as tire de você. O mundo em que vivemos está tirando até a certeza que as pessoas tem de viver, e se você perder a sua certeza, eu perco o meu controle. O que eu ainda tenho é somente você, não se perca.
Acontece que... Depois de se decepcionar tanto você acaba não acreditando que um dia você possa se recuperar. E talvez você não queira. Aliás, que diferença iria fazer? Talvez seja melhor você se manter intacta, talvez seja melhor se poupar. Até porque você nunca imaginou que seria tão difícil sentir qualquer coisa que fosse. Viver fora do seu mundo, está fora de questão. E quando você não confia nem em si mesma, como pode se entregar a um mundo além do seu? Como siquer ter fé? Quando tiraram de você o que você já tinha construído e reconstruído milhares de vezes? A questão talvez nem seja essa. Mais a queda, ela veio, e agora você esta fraca, tão fraca que não percebe o que se passa e talvez seja melhor assim. Por um tempo nunca foi tão certo se proteger de todos e até de si mesma, não tendo muito pra onde ir, você se desespera, e chora. E tenta descobrir se ainda está viva ou se está sobrevivendo.

3 de nov. de 2010

Chorar agora me parece tão cansativo.
É inevitável que as coisas saem do lugar, mas isso devia ser bom, certo?
Eu estou negativamente propensa a acreditar que nada que eu faça valerá apena, e que não basta apenas pensamentos positivos.
E se você se acostumar com a dor, o mais rápido possível, não irá sofrer com facilidade, quem sabe, talvez você nem sofra.
Ao contrario de mim, que insisto em acreditar que as coisas um dia as coisas podem mudar... E pra melhor.
Inevitável sonhar... Faz de mim uma pessoa menos estúpida, por favor.

A todos que fizeram parte da minha vida, de alguma forma.

Tem tanta coisa pra esclarecer que eu deixei de segunda mão,
e ainda não pronuncio algumas palavras.
Propósitos... quebrei por orgulho,
e ainda desfaço sorrisos.
A saudade agora tem um gosto comum, e com o resto eu vou me acostumando,
algumas vou me esquecendo,
mas ainda tento, eu nunca deixei de tentar.

25 de set. de 2010

Anjo.

Era inevitável, eu não conseguirá deixar de olhar para Caio. Ele estava imóvel. Se eu não o conhecesse poderia jurar que era uma estátua.
Ele foi abaixando os seus braços, ele estava desistindo. Seus olhos estavam fora de foco, sem expressão, sem vida.
Deixando que o peso do seu corpo fosse para seus joelhos, Caio se ajoelhou e socou o concreto.
Eu observava as gotas da chuva fazendo efeito em seus cabelos e suas asas.
Pisquei varias vezes para afastar as lágrimas que estavam prestes a sair, mas não consegui.
Caio era relutante. Mas seus esforços haviam sido em vão. Não havia pelo o que lutar.
Nós estávamos presos na mesma batalha.
Eu havia sido expulsa do céu.
Eu literalmente era um anjo caído.
E Caio tinha recebido a ordem de me matar.
Mas como se pode matar uma pessoa quando se a ama mais do que qualquer outra coisa?
Caio havia desistido... Por mim.
Foi quando me vi desistindo de tudo, mais uma vez, e me jogando ao seu lado.
Segurei seu rosto fazendo com que ele olhasse para mim e o beijei.
- Se você deve fazer. Então faça. Depressa!
A expressão de Caio foi mudando lentamente. Ele estava sorrindo. Parecia calmo. Fui sentindo o seu peso sobre minhas mãos, e caindo lentamente.
- Caio!- Gritei.
Olhei para baixo e vi. Caio havia se matado. Matar um anjo não era fácil. Não para os humanos. Os anjos preferiam não saber das maneiras de matar uns aos outros, mas Caio já estava no ramo a muito tempo, a muitos anos, a muito séculos. Ele renegou a sua ordem. Caio... Se sacrificou, para me manter a salva.
- Por que? - Eu disse aos prantos.
- Você sabe o porque. - Sua voz estava baixa, era quase um sussurro. Mas ele continuou. - Porque eu te amo Lucy.- Tentei sorri e ignorar o fato de que aquilo havia acontecido. Tentei controlar o choro e não imaginar meu futuro sem Caio.
Caio se sacrificou, então ele voltaria como um humano, ele não poderia ser mais um anjo, mas poderia ir para o paraíso. Já eu vagaria pela terra na esperança de encontrar Caio por ai.

11 de set. de 2010

Qualquer que seja o seu medo, atreva-se a encara-lo, a desafia-lo. Mantenha a cabeça erguida, a sua fé aquecida e sua dor esquecida. Estamos aqui para aprender, afinal.
Não deixe que os limites que as pessoas impõem te sufoque, não deixe que eles pairem sobre você.
Passe a desafiar o medo e viver com satisfação.
O tempo esta levando consigo toda uma essência, o tempo esta passando e levando consigo qualquer que fosse seu sonho, então corra atrás. O céu não é o limite, então ninguém pode dizer qual é o seu.